quarta-feira, 4 de maio de 2011
Mercado de trabalho em TI em Goiás - Um breve comentário
Resumo do texto: O mundo de trabalho
A evolução histórica do trabalho dá origem e sentido à trajetória da educação profissional. Fazer um esforço de compreensão histórica é fundamental para posicionar o projeto pedagógico em relação à evolução do trabalho. As abordagens menos críticas e mais difundidas pela mídia sobre as transformações contemporâneas do trabalho fazem isso. Restringem-se a caracterizar o trabalho atual em contraponto com o da organização clássica, de formato taylorista/fordista, que é tomada como a referência original. No Brasil, a história dos modos de produção difere daquela da Europa. É ausente a tradição artesanal similar àquela experimentada pelos estados europeus durante a época do feudalismo. A passagem abrupta do trabalho escravo para o assalariado transporta para a ordem capitalista todo o ranço da cultura escravocrata. Um ranço que ainda hoje permanece. Na transição para o trabalho livre, os escravos não conseguiram ser imediatamente absorvidos pela nova organização do trabalho. Não estavam qualificados para tal. Parte importante dessa qualificação consistia nodomínio de competências políticas. Competências relacionadas com o exercício da cidadania dentro e fora dos espaços organizacionais. No trabalho livre, passa a ser necessária a capacidade’ de manter uma atividade contínua, sem supervisão permanente, dentro de horários e padrões estabelecidos. A ausência de qualificação ou competência para as grandes mudanças tem marcado a história do trabalho no Brasil. Entre as décadas de 30 e 40 do século XX, o Brasil agrícola começa a alterar seu perfil em direção ao de um país industrializado. O mundo do trabalho se organiza a partir do modelo de produção industrial (produção, mercado consumidor, organização dos trabalhadores, mecanismos de previdência, educação profissional). O maior e ainda remanescente símbolo desta organização é a CLT (1943). Entre as décadas de 40 e 50, o parque industrial se diversifica, aumentando a necessidade de mão-de-obra qualificada. Já a partir da década de 80, acompanhando embora tardiamente uma tendência mundial, o modelo taylorista/fordista entra em crise. A crise é acentuada pelo retorno à democracia, pelo ressurgimento do sindicalismo, pelas inovações organizacionais sucessivamente introduzidas (administração participativa, movimento da qualidade, reengenharia) e pela crescente informatização dos meios de produção nos diferentes setores da economia. Inúmeras tarefas mecânicas e repetitivas vão gradualmente sendo substituídas, exigindo uma reorganização da estrutura de cargos. Muitos postos de trabalho são extintos, outros surgem. Nunca na mesma proporção. Destrói-se mais, cria-se menos. Hoje a disseminação da informação (não democratização, pelo ainda reduzido acesso aos meios) possibilita uma maior distribuição do conhecimento e numa velocidade jamais experimentada. A rede de computadores assusta e entusiasma pois há troca e manutenção de informações e de conhecimento sem o controle de outras mídias e instâncias. Alternativas surpreendentes de uso da rede, de negócios, de possibilidades associativas, de comunicação podem surgir a cada momento. Essas mudanças exigem ou podem vir a exigir uma formação mais ampla para os trabalhadores. Em face da evolução, do contexto e das tendências do trabalho, queremos propiciar aos trabalhadores uma educação profissional polivalente que some desenvolvimento de habilidades específicas para o exercício de uma função ocupacional com competências mais gerais.
terça-feira, 3 de maio de 2011
O trabaho
Absolutamente todas as nossas necessidades são atendidas através do nosso próprio trabalho ou de terceiros e na maioria dos casos, de ambos.
Trabalhar desde o início da humanidade não é só uma questão de querer, nossas necessidades dependendem do trabalho do sistema em que vivemos e o sistema só funciona devido ao nos
so trabalho numa espécie de "ciclo virtuoso de dependência" em que é umacoisa tão comum que nem nos damos conta disso e até porque é impossível imaginar o mundo sem o trabalho.
Trocando por miúdos, o trabalho individual de uma pessoa vai servir para várias outras pessoas e o trabalho que essa mesma pessoa depende é feito por diversas pessoas. Por exemplo, No meu trabalho faço manutenção de equipamentos de hardware para o Tribunal de Justiça. Esses equipamentos vão ser usados por comarcas de várias cidades diferentes para manipulação de processos e impressão de sentenças e outros documentos oficiais que serão úteis para quem depende do serviço.
Para que meu trabalho seja realizado eu irei precisar de ferramentas adequadas. Essas ferramentas foram feitas pelo trabalho de alguém, foram transportadas pelo trabalho de alguém, foram vendidas pelo trabalho de alguém, forneceu impostos para o trabalho de alguém, enfim, são incontáveis os tipos de trabalho envolvidos somente nesse exemplo.
E dessa forma que o sistema vai fluindo, nem sempre de forma harmoniosa ou satisfatória para todos. Mas quando todos fazem a sua parte, de preferência bem feita, são menores as possibilidades de ter esses impasses.